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Relatórios

Índia anuncia plano para diminuir emissões de gases de efeito estufa

Sob pressão crescente para participar de um acordo internacional para combater a mudança climática, a Índia anunciou nesta quinta-feira (1º) seu plano de longo prazo para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e elevar sua produção de energia solar, hídrica e eólica.

Terceiro maior poluidor do mundo, a Índia foi o último grande país a emitir o seu plano antes da cúpula de Paris, em dezembro, destinada a forjar um novo acordo abrangente sobre o tema.

 

Leia a matéria completa aqui.

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Água: Tem, mas acabou.

O Governo do Estado de São Paulo, que negou durante meses o racionamento de água, finalmente admitiu: não vai ter água para todo mundo o tempo inteiro na cidade.
Tudo o que a população se acostumou a fazer está com os dias contados. Não vai dar mais para lavar a louça como se a torneira fosse uma miniatura das cataratas do Iguaçu. A mangueira não pode mais ser vassoura – mesmo que seja só para dar um banho de leve no chão de ardósia. O banho é só para tirar o suor e não para resolver uma série de questões de você com você mesmo.
Chegou inclusive a hora da agricultura e da indústria, setores que mais consomem água, trabalharem contra o desperdício.

O despreparo do governo é uma bela oportunidade para uma profunda mudança de hábito. A combinação de água potável com preço baixo não tem futuro. A economia tem de ser para valer. Senão, todos morrerão de sede – ou mudarão de cidade.

 

Veja aqui essa matéria incrível sobre a falta de água em São Paulo.

Por:

Texto
Leandro Beguoci, do Gizmodo Brasil
Design
Hugo Luigi

 

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Primeiro semestre de 2015 foi o mais quente já registrado no mundo

Relatório mostra que a média de temperatura global da primeira metade do ano foi 0,85ºC maior que o normal

Está aberta a temporada de quebra de recordes na temperatura média global. Depois de 2014 bater o recorde de ano mais quente já registrado, 2015 se prepara para ser ainda mais quente. Segundo novo relatório publicado nesta segunda-feira (20) pela NOAA, a agência americana que estuda os oceanos e a atmosfera, a primeira metade de 2015 registrou a maior tempeatura desde o início das medições, há 136 anos.

De acordo com a NOAA, o primeiro semestre do ano foi 0,85ºC mais quente do que a média do século XX. Isso significa a quebra de recordes em quase todos os quesitos. 2015 é, até o momento, o ano mais quente na temperatura em terra, no mar e no Hemisfério Norte. Só fica em segundo lugar na temperatura do Hemisfério Sul – perde para 2010, que foi um ano particularmente quente por aqui.

 

Leia a matéria completa, com mapas, aqui.

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Brasil pode aceitar meta de descarbonização

Proposta de eliminar combustíveis fósseis neste século consta de rascunho da declaração sobre mudança climática que será apresentada nesta quinta-feira por Dilma Rousseff e Angela Merkel

 

Por CLAUDIO ANGELO (OC)

O Brasil pode aceitar uma meta de longo prazo de descarbonizar a economia, eliminando o uso de combustíveis fósseis neste século. A proposta consta do rascunho da declaração bilateral sobre mudança climática que será apresentada nesta quinta-feira (20) pela presidente Dilma Rousseff e pela chanceler alemã Angela Merkel, que chega ao Brasil nesta quarta-feira.

O texto ainda está sendo negociado entre representantes dos dois governos e provavelmente só terá seu conteúdo final acordado na própria quinta. Espera-se que haja compromissos nos setores de florestas, eficiência energética e energias renováveis.

Os alemães trabalham para que a menção à descarbonização seja mantida, o que significaria uma vitória política para Merkel. Afinal, foi a chanceler alemã quem costurou a inclusão desse dispositivo na declaração sobre clima do G7, o grupo dos países mais ricos do mundo, em junho. A meta não basta para evitar que o aquecimento global ultrapasse o limite de 2oC neste século, mas é considerada uma sinalização política importante para direcionar investimentos para uma economia de baixo carbono.

A Alemanha está arregimentando apoios para garantir o sucesso da conferência do clima de Paris, em dezembro, e o Brasil é um país-chave para isso – tanto pelas suas altas emissões quanto pelo fato de ser tradicionalmente um mediador de conflitos entre países ricos e pobres na negociação internacional.

Para o Brasil, aceitar um compromisso de descarbonização significaria admitir pela primeira vez que a era do petróleo – portanto, a Petrobras e seu papel na economia – tem seus dias contados, mesmo que nun futuro distante.

Também consta do rascunho da declaração a menção a um limite máximo para as emissões do Brasil em 2030. Trata-se de uma bandeira do Ministério do Meio Ambiente, que chegou a ser  incluída na declaração conjunta sobre clima assinada por Dilma Rousseff com o premiê da China, Li Keqiang, mas foi tirada do ar minutos depois.

Há resistência de alguns setores do governo a ela. O Ministério de Minas e Energia, por exemplo, é contra a ideia de impor um teto às emissões por conta da expansão do parque gerador de eletricidade – que terá novas termelétricas a gás e carvão mineral –, da frota de veículos e, por último, mas não menos importante, do pré-sal.

A visita de Merkel é a última grande reunião de alto nível de Dilma antes da definição da meta do Brasil para Paris, a chamada INDC (Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida). Nos encontros anteriores, com os líderes da China e dos Estados Unidos, também foram produzidos comunicados conjuntos sobre mudança climática. Ambos se comprometem com resultados ambiciosos em Paris, mas o texto com a China carece de compromissos completos; com o presidente dos EUA, Barack Obama, Dilma se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal e a recuperar 12 milhões de hectares, além de metas específicas em energia. Os compromissos, porém, ainda sinalizam baixa ambição.

A ministra Izabella Teixeira defende que a imposição de limites máximos às emissões brasileiras seja incluída na declaração com a Alemanha como sinal de que o Brasil está disposto a avançar em Paris em relação aos compromissos adotados em Copenhague, em 2009, e também como um alerta ao setor de energia de que ele terá um prazo para fazer a transição para o baixo carbono.

Qual seria o limite máximo, porém, é algo ainda em debate.

FONTE: OBSERVATÓRIO DO CLIMA

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IMPACTOS AMBIENTAIS TAMBÉM SÃO SOCIAIS?

Com colaboração do Ministério Público Federal, abordamos a posição do governo de retirar componente social do processo de licenciamento ambiental, acelerando obras de infraestrutura

 

O final do ano passado foi um período de juntar os cacos dos programas hidrelétricos planejados pelo governo. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), em setembro de 2014 quase 80% das usinas hidrelétricas em construção no país não cumpriram com o cronograma inicial. Os investidores arrancam os cabelos, as empreiteiras atropelam os processos para recuperar o tempo perdido, e o poder público só assiste. Em uníssono, os três culpam o licenciamento ambiental.

Já nesse ano, no mês de maio, foi nomeada a nova presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), resposável por formular os Estudos de Impacto Ambiental referente a esses grandes empreendimentos que deixam para trás um enorme passivo ambiental e social. Em sua primeira entrevista no cargo, Marilene Ramos afirmou: “de fato, temos de fazer uma requalificação do licenciamento, retirando certos excessos e complementando lacunas que, muitas vezes, recaem numa agenda muito mais voltada a temas de desenvolvimento social do que ambiental”.

 Trata-se de um discurso alinhado ao da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que, no 1º Encontro do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico, em 2013, afirmou que ao menos 80% das decisões relacionadas ao licenciamento estão ligadas a questões sociais e apenas 20% abordam problemas ecológicos.
Mas a questão é: será mesmo que os impactos sociais são dissociáveis dos ambientais ou essa é apenas mais uma desculpa do poder público para retomar as obras energéticas, deixando de lado as diversas populações afetadas e os passivos socioambientais?
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