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Notícias

Fotógrafa encontra urso polar raquítico no Ártico

Após tirar a foto de um urso polar raquítico, provavelmente uma fêmea em Esvalbarda, cidade do Ártico norueguês, a fotógrafa Kerstin Langenberger fez uma postagem em sua conta no Facebook relacionando a triste situação do animal às mudanças climáticas.

Veja a matéria completa aqui.

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Água: Tem, mas acabou.

O Governo do Estado de São Paulo, que negou durante meses o racionamento de água, finalmente admitiu: não vai ter água para todo mundo o tempo inteiro na cidade.
Tudo o que a população se acostumou a fazer está com os dias contados. Não vai dar mais para lavar a louça como se a torneira fosse uma miniatura das cataratas do Iguaçu. A mangueira não pode mais ser vassoura – mesmo que seja só para dar um banho de leve no chão de ardósia. O banho é só para tirar o suor e não para resolver uma série de questões de você com você mesmo.
Chegou inclusive a hora da agricultura e da indústria, setores que mais consomem água, trabalharem contra o desperdício.

O despreparo do governo é uma bela oportunidade para uma profunda mudança de hábito. A combinação de água potável com preço baixo não tem futuro. A economia tem de ser para valer. Senão, todos morrerão de sede – ou mudarão de cidade.

 

Veja aqui essa matéria incrível sobre a falta de água em São Paulo.

Por:

Texto
Leandro Beguoci, do Gizmodo Brasil
Design
Hugo Luigi

 

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Primeiro semestre de 2015 foi o mais quente já registrado no mundo

Relatório mostra que a média de temperatura global da primeira metade do ano foi 0,85ºC maior que o normal

Está aberta a temporada de quebra de recordes na temperatura média global. Depois de 2014 bater o recorde de ano mais quente já registrado, 2015 se prepara para ser ainda mais quente. Segundo novo relatório publicado nesta segunda-feira (20) pela NOAA, a agência americana que estuda os oceanos e a atmosfera, a primeira metade de 2015 registrou a maior tempeatura desde o início das medições, há 136 anos.

De acordo com a NOAA, o primeiro semestre do ano foi 0,85ºC mais quente do que a média do século XX. Isso significa a quebra de recordes em quase todos os quesitos. 2015 é, até o momento, o ano mais quente na temperatura em terra, no mar e no Hemisfério Norte. Só fica em segundo lugar na temperatura do Hemisfério Sul – perde para 2010, que foi um ano particularmente quente por aqui.

 

Leia a matéria completa, com mapas, aqui.

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Brasil pode aceitar meta de descarbonização

Proposta de eliminar combustíveis fósseis neste século consta de rascunho da declaração sobre mudança climática que será apresentada nesta quinta-feira por Dilma Rousseff e Angela Merkel

 

Por CLAUDIO ANGELO (OC)

O Brasil pode aceitar uma meta de longo prazo de descarbonizar a economia, eliminando o uso de combustíveis fósseis neste século. A proposta consta do rascunho da declaração bilateral sobre mudança climática que será apresentada nesta quinta-feira (20) pela presidente Dilma Rousseff e pela chanceler alemã Angela Merkel, que chega ao Brasil nesta quarta-feira.

O texto ainda está sendo negociado entre representantes dos dois governos e provavelmente só terá seu conteúdo final acordado na própria quinta. Espera-se que haja compromissos nos setores de florestas, eficiência energética e energias renováveis.

Os alemães trabalham para que a menção à descarbonização seja mantida, o que significaria uma vitória política para Merkel. Afinal, foi a chanceler alemã quem costurou a inclusão desse dispositivo na declaração sobre clima do G7, o grupo dos países mais ricos do mundo, em junho. A meta não basta para evitar que o aquecimento global ultrapasse o limite de 2oC neste século, mas é considerada uma sinalização política importante para direcionar investimentos para uma economia de baixo carbono.

A Alemanha está arregimentando apoios para garantir o sucesso da conferência do clima de Paris, em dezembro, e o Brasil é um país-chave para isso – tanto pelas suas altas emissões quanto pelo fato de ser tradicionalmente um mediador de conflitos entre países ricos e pobres na negociação internacional.

Para o Brasil, aceitar um compromisso de descarbonização significaria admitir pela primeira vez que a era do petróleo – portanto, a Petrobras e seu papel na economia – tem seus dias contados, mesmo que nun futuro distante.

Também consta do rascunho da declaração a menção a um limite máximo para as emissões do Brasil em 2030. Trata-se de uma bandeira do Ministério do Meio Ambiente, que chegou a ser  incluída na declaração conjunta sobre clima assinada por Dilma Rousseff com o premiê da China, Li Keqiang, mas foi tirada do ar minutos depois.

Há resistência de alguns setores do governo a ela. O Ministério de Minas e Energia, por exemplo, é contra a ideia de impor um teto às emissões por conta da expansão do parque gerador de eletricidade – que terá novas termelétricas a gás e carvão mineral –, da frota de veículos e, por último, mas não menos importante, do pré-sal.

A visita de Merkel é a última grande reunião de alto nível de Dilma antes da definição da meta do Brasil para Paris, a chamada INDC (Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida). Nos encontros anteriores, com os líderes da China e dos Estados Unidos, também foram produzidos comunicados conjuntos sobre mudança climática. Ambos se comprometem com resultados ambiciosos em Paris, mas o texto com a China carece de compromissos completos; com o presidente dos EUA, Barack Obama, Dilma se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal e a recuperar 12 milhões de hectares, além de metas específicas em energia. Os compromissos, porém, ainda sinalizam baixa ambição.

A ministra Izabella Teixeira defende que a imposição de limites máximos às emissões brasileiras seja incluída na declaração com a Alemanha como sinal de que o Brasil está disposto a avançar em Paris em relação aos compromissos adotados em Copenhague, em 2009, e também como um alerta ao setor de energia de que ele terá um prazo para fazer a transição para o baixo carbono.

Qual seria o limite máximo, porém, é algo ainda em debate.

FONTE: OBSERVATÓRIO DO CLIMA

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40% dos adultos no mundo são “analfabetos climáticos”

São Paulo – A mudança climática é uma ameaça para a humanidade e os ecossistemas naturais, mas um estudo recente publicado na revista Nature Climate Change revela que a consciência pública sobre o problema não é geral. Nada menos do que 40% dos adultos do mundo nunca ouviram falar de mudanças climáticas, segundo a pesquisa.

O contraste na percepção entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento é outro dado que impressiona: na América do Norte, Europa e Japão, mais de 90% do público está ciente da mudança climática, ao passo que em muitos países em desenvolvimento, relativamente poucos estão cientes do problema. No Egito, Bangladesh e Índia, o “analfabetismo climático” chega a atingir 65% da população adulta.

A equipe de pesquisadores também constatou que o nível de educação tende a ser o fator que mais predispõe uma pessoa a desenvolver consciência sobre a mudança climática. No entanto, há diferenças acentuadas entre os países.

Nos Estados Unidos, os preditores chave são o engajamento cívico, acesso à comunicação e educação. Além disso, as opiniões dos americanos também são fortemente afetadas pela política partidária. Mas há poucos dados globais sobre a ideologia política e seu efeito sobre a visão da mudança climática, disseram os pesquisadores.

Enquanto isso, na China, a consciência sobre o problema está mais associada à educação, a proximidade de áreas urbanas e renda familiar. Em geral, observam os pesquisadores, as pessoas na maioria dos países em desenvolvimento percebem as alterações climáticas como uma ameaça muito maior do que as pessoas nos países desenvolvidos.

A pesquisa destaca, ainda, que “melhorar a educação básica, a alfabetização climática e a compreensão do público sobre as dimensões locais da mudança climática são vitais para a participação e apoio social às ações de combate às mudanças climáticas”.

Mais do que falar sobre os riscos mundiais, para sensibilizar a opinião pública é preciso destacar os riscos que as mudanças climáticas representam para um país e até mesmo para as cidades.

Para realizar este estudo, os pesquisadores utilizaram dados de uma pesquisa da Gallup World Poll, com 119 países, feita entre 2007 a 2008.

Fonte: Revista EXAME 

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